O Sofrimento Invisível dos Irmãos das Crianças com Câncer

Ref: 978-65-250-2333-5

O livro O sofrimento invisível dos irmãos das crianças com câncer trata da pouco explorada temática fraterna e das repercussões do câncer na família e em particular nos irmãos, revelando o seu imenso, solitário e despercebido sofrimento. O câncer é apresentado como doença grave que abala todos os membros da família, que vivem diversos lutos, afetando a estrutura familiar e a unidade da fratria, já que as novas configurações desorganizam seus pactos e suas regras. Como no imaginário social ele é sempre associado à morte, ainda um tabu, a família reproduz a conspiração do silêncio impedindo a livre circulação das informações sobre a doença e os tratamentos, deixando as crianças entregues às suas próprias fantasias sobre o adoecimento e o tratamento do irmão. Em virtude de longos períodos de hospitalização para acompanhamento do filho doente, os pais, sobretudo a mãe, marcam os demais filhos com sua ausência, mudanças importantes na rotina familiar e demanda de uma equivocada exigência de súbita maturidade, provocando neles os sentimentos de desamparo e exclusão.


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ISBN: 978-65-250-2333-5


Edição:


Ano da edição: 2022


Data de publicação: 02/03/2022


Número de páginas: 219


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Ana Valéria Paranhos Miceli.

O livro O sofrimento invisível dos irmãos das crianças com câncer trata da pouco explorada temática fraterna e das repercussões do câncer na família e em particular nos irmãos, revelando o seu imenso, solitário e despercebido sofrimento. O câncer é apresentado como doença grave que abala todos os membros da família, que vivem diversos lutos, afetando a estrutura familiar e a unidade da fratria, já que as novas configurações desorganizam seus pactos e suas regras. Como no imaginário social ele é sempre associado à morte, ainda um tabu, a família reproduz a conspiração do silêncio impedindo a livre circulação das informações sobre a doença e os tratamentos, deixando as crianças entregues às suas próprias fantasias sobre o adoecimento e o tratamento do irmão. Em virtude de longos períodos de hospitalização para acompanhamento do filho doente, os pais, sobretudo a mãe, marcam os demais filhos com sua ausência, mudanças importantes na rotina familiar e demanda de uma equivocada exigência de súbita maturidade, provocando neles os sentimentos de desamparo e exclusão.
A partir de pesquisa de campo com irmãos de crianças com câncer, a autora investigou as representações sobre a doença e a morte, sobre afetos relacionados ao irmão doente, sobre perdas e sobre o ambiente e mudanças. Os resultados foram devastadores e são apresentados por meio das dolorosas falas das próprias crianças, sendo discutidos à luz das teorias abordadas.
A autora conclui que a doença e os desdobramentos que ela provoca trazem algo inesperado e incompreensível para a criança que se encontrava despreparada para o evento e ainda não era capaz de uma reação madura a ele. Essa falha ambiental, no cuidado recebido, pode ser vivenciada como traumática, com efeitos em curto, médio ou longo prazo, demandando maior atenção e cuidado para com esses irmãos. Entretanto, como eles não têm seu luto reconhecido, não recebem o devido suporte familiar, social, escolar e da equipe de saúde, pois são as crianças que ninguém vê.