Arqueologia de um Ator

Ref: 978-65-250-2405-9

Arqueologia de um ator investiga o ofício do artista da cena não no que diz respeito aos procedimentos técnicos de sua arte, senão escavando sua interioridade em busca da singularidade de sua expressão.Ao longo da trajetória de ator, diretor e professor de teatro, Marcelo Lazzaratto, o autor desta arqueologia poética, chegou à seguinte reflexão: o ator não representa nem interpreta personagens, mas manifesta heterônimos.


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ISBN: 978-65-250-2405-9


Edição:


Ano da edição: 2022


Data de publicação: 03/04/2022


Número de páginas: 241


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Marcelo Lazzaratto.

Arqueologia de um ator investiga o ofício do artista da cena não no que diz respeito aos procedimentos técnicos de sua arte, senão escavando sua interioridade em busca da singularidade de sua expressão.
Ao longo da trajetória de ator, diretor e professor de teatro, Marcelo Lazzaratto, o autor desta arqueologia poética, chegou à seguinte reflexão: o ator não representa nem interpreta personagens, mas manifesta heterônimos.
Para tanto, esta obra debruçou-se sobre um sítio arqueológico-poético — o corpo do ator. Nele, Lazzaratto investigou/escavou duas camadas sedimentares: a criatividade e a memória. E, como resultante, por meio de um jogo entre os conceitos singularidade e alteridade, memória individual e coletiva, construiu a imagem heteronímica do trabalho do ator. Como parceiros poetas, cineastas, filósofos e cientistas, que, em suas obras e seus estudos, trouxeram em si a sensação de se perceberem múltiplos, Fernando Pessoa, Walt Whitman, Jorge Luis Borges, William Blake, Federico Fellini, Andrei Tarkovski, Gaston Bachelard e Eespinoza, são os guias desta nossa jornada.
“O ator traz em si todos os personagens já imaginados e todos aqueles que ainda estão por ser imaginados. Eles estão em minha vasta intimidade. Porque tanto eu quanto eles nadamos e balançamos nas águas do riovivoso. Do encontro entre nossas substâncias surge algo que não é mais ‘eu’ nem ‘eles’. Surge um heterônimo. Porque ‘eu’ paradoxalmente estou ali integralmente na mesma medida em que quem está ali é ‘ele’, o ‘personagem’. Surge uma construção poética rigorosamente estabelecida, com uma coerência interna absoluta, com traços distintivos específicos. Tanto o espaço exterior dessa manifestação heteronímica quanto seu espaço interior são construídos plenamente, levando-se em conta toda e q ualquer aresta, todo e qualquer detalhe” — Marcelo Lazzaratto