Supervisão de Orientação Lacaniana na Saúde Mental

Ref: 978-65-250-2679-4

A autora, ao apresentar vinhetas de supervisão de orientação lacaniana para trabalhadores da saúde mental e da assistência social, destaca a supervisão como objeto a ser analisado. Transmite, desse modo, as contribuições da Psicanálise de orientação lacaniana no campo da saúde mental, colocando em primeiro plano as demandas e impasses trazidos à supervisão pelo supervisionando, os quais serão objeto das intervenções feitas pela supervisora/autora.


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ISBN: 978-65-250-2679-4


Edição:


Ano da edição: 2022


Data de publicação: 20/05/2022


Número de páginas: 137


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Maria Veridiana Sampaio Paes de Barros.

A autora, ao apresentar vinhetas de supervisão de orientação lacaniana para trabalhadores da saúde mental e da assistência social, destaca a supervisão como objeto a ser analisado. Transmite, desse modo, as contribuições da Psicanálise de orientação lacaniana no campo da saúde mental, colocando em primeiro plano as demandas e impasses trazidos à supervisão pelo supervisionando, os quais serão objeto das intervenções feitas pela supervisora/autora. A estratégia usada nas supervisões foi a da construção do caso clínico, que pressupõe incluir a ideia de processo, configurando assim uma lógica temporal de continuidade e de construção, em oposição à ideia da eficácia e das respostas mágicas e prontas. Há um conjunto e intercâmbio de discursos no campo dessas supervisões. É preciso prescindir da existência de uma única verdade, resistir contra formas de saber-poder, possibilitando, nesse encontro de discursos, a invenção de um saber-fazer. A Psicanálise e seu discurso constituem-se, portanto, como singulares e, ao mesmo tempo, como mais um entre vários que se intercruzam, dialogam e se ensinam nessa possibilidade de interlocução perante o impossível da saúde mental. O que se transmite da Psicanálise de orientação lacaniana em uma supervisão para não psicanalistas? Por meio da análise da função e dos efeitos dessas supervisões, nas quais a especificidade da Psicanálise e sua sustentação ética se apresentam por um saber furado e singular, há a transmissão do desejo de saber, um convite para se posicionar no lugar de aprendizes da singularidade de cada caso clínico. A supervisora, por meio da narrativa do supervisionando e seus embaraços, convida-o a reflexão e escuta de sua prática, desfazendo identificações com discursos que paralisam e automatizam a prática, e inserindo, assim, algo inédito, da ordem da invenção. É relevante destacar o posicionamento ético e político da Psicanálise, tanto na posição de analista como na de supervisor, posicionamento esse sustentado pelo desejo do analista. Assim, nas supervisões com trabalhadores da saúde mental, podemos dizer que esse desejo é a base e sustentação do singular na clínica de atenção psicossocial.