Cuidar? De Quem? De Quê? A Ética que nos Conduz

Ref: 978-85-473-1368-5

O livro “Cuidar de quem? De quê? A ética que nos conduz”, retoma um debate importante, em especial para o campo da saúde, em um minucioso estudo sobre o conceito de cuidado, tendo como interlocutores principais o filósofo francês Michel Foucault e a filósofa holandesa Annemarie Mol (esta também uma das principais articuladoras da Teoria Ator-Rede).


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ISBN: 978-85-473-1368-5


ISBN Digital: 978-85-473-1491-0


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 27/04/2018


Número de páginas: 191


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Ricardo Pimentel Méllo.

O livro “Cuidar de quem? De quê? A ética que nos conduz”, retoma um debate importante, em especial para o campo da saúde, em um minucioso estudo sobre o conceito de cuidado, tendo como interlocutores principais o filósofo francês Michel Foucault e a filósofa holandesa Annemarie Mol (esta também uma das principais articuladoras da Teoria Ator-Rede). Relaciona o debate teórico à ética e, assim, às práticas de cuidado a quem faz uso compulsivo de drogas, apontando que não sabemos cuidar de nós nem de outros se, como profissionais da saúde, somos controlados por padrões de normalidade que nos transversalizam, fazendo com que nossas ações sejam baseadas em códigos morais, deixando de cuidar para julgar, como se fôssemos virtuosos.

O estudo também indica algumas condições de possibilidade para o abandono do cuidado de si e dos outros: modos de viver que se sucederam, atualizados no contemporâneo pela ênfase no sucesso e no empreendedorismo individual, afogando-nos em nós mesmos e nos esvaziando do outro. Nossas relações estão cada vez mais pertinentes ao desempenho individual e menos à solidariedade e à vida comunitária. Aumentamos amigos virtuais a quem precisamos disfarçar desempenho e a quem não podemos ser como nascemos: desamparados. Nesse mundo do desempenho e do hedonismo infindo não há lugar para a dor do desamparo ou sequer lugar para a morte, que se afasta de nós embaçada em substâncias que visam a encobrir nossas dores, assim como potencializar nossos prazeres.

Esquecemo-nos que empreendedor é aquele que empreende dor, sabe-dor de que não há vida sem dor e que só podemos empreender a dor quando ela se torna parte da vida. Quando aliamos isso ao mundo da felicidade em pílulas, fecha-se esse movimento narcisista-hedonista-empreendedor. Sofrer para quê? Análise ou terapia para quê? Basta usar substâncias, sejam as advindas da indústria farmacêutica, sejam as advindas das garagens do tráfico.

Por esse conteúdo acentuadamente atual, com linguagem poética, mas sem perder o rigor acadêmico, esta leitura torna-se uma excelente fonte de conhecimento e discernimento a todos que se interessam pelo tema do cuidado.