Escritas da Cidade: Juventudes e Resistências nas Periferias de Salvador

Ref: 978-85-473-1075-2

Como podem as narrativas construídas por jovens moradores de bairros periféricos de Salvador disputarem espaços de representação com as narrativas midiáticas hegemônicas e com as narrativas oficiais do poder público? Qual o potencial de desestabilização das narrativas instituídas sobre Pernambués, Cosme de Farias, Alto do Cabrito e Marechal Rondon que elas apresentam? Esses dois questionamentos são basilares na argumentação desenvolvida por Daniela Matos neste livro.


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ISBN: 978-85-473-1075-2


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 10/05/2018


Número de páginas: 279


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Daniela Abreu Matos.

Como podem as narrativas construídas por jovens moradores de bairros periféricos de Salvador disputarem espaços de representação com as narrativas midiáticas hegemônicas e com as narrativas oficiais do poder público? Qual o potencial de desestabilização das narrativas instituídas sobre Pernambués, Cosme de Farias, Alto do Cabrito e Marechal Rondon que elas apresentam? Esses dois questionamentos são basilares na argumentação desenvolvida por Daniela Matos neste livro.

Nesse sentido, além de interessar ao campo de estudos das Ciências Sociais e Sociais Aplicadas, o elo com as experiências de Arte e Educação e os diálogos com a Comunicação Social faz deste trabalho uma contribuição interdisciplinar para todos que fizeram da juventude não um objeto de estudo, mas sujeitos com os quais se desvelam conhecimentos. A escrita política que transborda dessa juventude periférica pode ser, também, percebida no texto de Daniela Matos, de modo que as características mais típicas da pesquisa científica no seu trabalho (como o rigor do método e a complexificação das referências teóricas) ganham sentidos contra-hegemônicos, ao serem banhados pela dinamicidade do fenômeno em estudo.

“Escritas da cidade”: juventudes e resistências nas periferias de Salvador é uma demonstração de como as ações estético-políticas podem desestabilizar consensos e incluir tanto novas abordagens aos temas quanto novos sujeitos no debate, a partir das suas complexidades e incompletudes, as quais se revelam no processo de construção de conhecimento que se dá simultaneamente ao momento de ocupação desse outro lugar.