Escritas de Viagem, Escritas da História: Estratégias de Legitimação de Rocha Pombo no Campo Intelectual

Ref: 978-85-473-1461-3

Escritas de viagem, escritas da história: estratégias de legitimação de Rocha Pombo no campo intelectual  representa uma excelente mostra dos novos rumos que está seguindo a História da Educação no Brasil e seu diálogo com outras disciplinas, de maneira especial com a História da Cultura Escrita.


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ISBN: 978-85-473-1461-3


ISBN Digital: 978-85-473-1462-0


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 14/05/2018


Número de páginas: 293


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Alexandra Lima da Silva.

Escritas de viagem, escritas da história: estratégias de legitimação de Rocha Pombo no campo intelectual  representa uma excelente mostra dos novos rumos que está seguindo a História da Educação no Brasil e seu diálogo com outras disciplinas, de maneira especial com a História da Cultura Escrita. Com um olhar interdisciplinar, uma sólida bagagem conceitual e um variado repertório de fontes (livros, correspondências, atas, informes, artigos em jornais, dentre outras), a autora nos aproxima de uma faceta pouco conhecida do professor, historiador, escritor, jornalista e político paranaense. A experiência de viagem de Rocha Pombo provoca uma importante análise sobre a relação entre a narrativa e a escrita de viagem, um gênero em que o encontro com o “outro” propicia uma reflexão sobre si mesmo. A partir de sua obra Notas de viagem - Norte do Brasil (1918), Alexandra Lima da Silva nos revela a influência que essa viagem exerceu na personalidade de Rocha Pombo e em seus anseios de reconhecimento intelectual após o pouco interesse despertado em relação a seu livro História do Brasil. A viagem ao Norte do Brasil tinha um conteúdo educativo inegável, pois colocou Rocha Pombo em contato com outras realidades educacionais e culturais, possibilitando a ele o contato com diferentes experiências de aprendizagem, e lhe deu novos argumentos para continuar a reivindicar o papel da educação pública na luta contra a exclusão social das classes populares. Mas também tinha um significado antropológico inegável: a viagem permitiu-lhe conhecer outras pessoas, outros estilos de vida, outras paisagens. Magistralmente guiados pelo bom trabalho e a escrita cuidadosa de Alexandra Lima da Silva, as leitoras e os leitores deste livro conhecerão as razões pelas quais Rocha Pombo lamentou não ter viajado para o Norte antes de escrever sua história do Brasil; nos vemos envoltos nos debates intelectuais e educativos em um tempo de importantes transformações e descobrimos um país de fortes contrastes sociais, econômicos e culturais. Nada permaneceu igual depois daquela viagem, como ele mesmo reconheceu, quando disse: “Eu não sabia que o Brasil era tudo isso!” (POMBO, 1918).